Recebi um comunicado do vereador Fábio Nogaroto afirmando que o secretário João Campaner respondeu um pedido de informações dele endereçado ao prefeito onde indagou sobre onde estão guardadas as madeiras do Hotel Rolândia. O referido secretário informou que as mesmas estão no pátio do prefeitura. Em uma resposta muito curta não foi mencionado se as mesmas estão em local coberto e recebendo cuidados contra umidade, cupim e "empenamento". Para quem não sabe este que vos escreve descobriu que o Hotel Rolândia havia sido vendido e que as madeiras iram virar caixaria de construção civil. Foi quando ajuizei uma ação popular contra o prefeito. Após a ação a prefeitura cassou o alvará de demolição e acabou adquirindo as madeiras para reconstruir o Hotel ao lado da Estação de Trens. Só que passado um ano nada foi feito e não se sabe o estado de conservação das madeiras e se as mesmas estão seguras contra roubo, umidade e incêndio. A ação popular ainda não foi julgada. TEXTO e FOTO dE JOSÉ CARLOS FARINA
sexta-feira, 6 de julho de 2012
sábado, 5 de maio de 2012
AMADEU PUCINE E O CHURRASCO DO PRB
AMADEU PUCCINE

sexta-feira, 4 de maio de 2012
ROLANDIA ANTIGA - VENDAS DE SECOS E MOLHADOS
SECOS e MOLHADOS
segunda-feira, 30 de abril de 2012
ROLÂNDIA - PRIMO LEPRI E CURITIBA
PRIMO LEPRE
Relato de um amigo de primo (W.M.) ocorrida nos primeiros anos da década de 60. Por algumas vezes Primo o convidou para acompanhá-lo em viagens à Curitiba para contatos com o governador. Era viagens duras. Primo Lepri ia dirigindo pessoalmente o veículo oficial da prefeitura (uma Rural Willys). A estrada daqui lá era de terra. A Viagem demorava uma noite inteira. Para que Primo Lepre não dormisse no volante "W.M." ia conversando, "puxando assunto". Chegava a uma certa altura Primo, que era um excelente cantor, começava uma cantoria. Em algumas músicas que "w.m." conhecia o acompanhava. Foram bons tempos. Os políticos tinham mais amor e dedicação pelo município. JOSÉ CARLOS FARINA
sexta-feira, 20 de abril de 2012
O HOMEM MAIS CORAJOSO DE ROLÂNDIA
SEBASTIÃO ULIAN
De saudosa mémoria era um homem muito honesto, trabalhador e bom chefe de família. Tive o prazer de ser seu amigo e captar dele algumas "estórias". Antes que alguém fale que as "estórias" são mentirosas digo de antemão que todas foram confirmadas por familiares e pessoas que conviveram com ele.
Sebastião foi pioneiro em Rolândia-Pr. tendo chegado na década de 30. Em um determinado dia um dos seus vizinhos de lote (próximo da 1ª ponte do Caramurú) estava andando próximo ao rio e ouviu um barulho de alguém cortando lenha... Pan... pan.. pan... Procurou... procurou... e nada... até que olhou para cima. Lá estava o seu Sebastião em pé em cima de um dos galhos de uma enorme peroba usando o machado. O vizinho com medo que ele caísse ficou quietinho olhando escondido, quase sem respirar. E assim viu que o seu Sebastião estava tirando um ninho de papagaio para pegar os filhotes. O medo era porque o seu Sebastião estava em pé do lado em que o galho iria cair. Mas deu tudo certo e ele pegou os filhotes de papagaio e desceu sem nenhum problema.
Em 1968 o prefeito Primo Lepri ordenou uma reforma total na praça Castelo Branco mandando destruir um lindo coreto que tínhamos lá em forma de tartaruga e no lugar foi instalado dois super postes com lâmpadas enormes vindas da Alemanha. Estas duas lâmpadas sozinhas iluminavam toda a praça e até um raio de mais ou menos 500 metros do entorno. Para a instalação deste equipamento foi erguido enormes andaimes de madeira com cerca de 30 metros de altura. Em um determinado dia os operários se descuidaram e adivinhem quem subiu até o fim do andaime e ficou em pé na última viga e acenou com o chapéu para cumprimentar o grande público presente? O engenheiro alemão quando viu o seu Sebastião em pé lá em cima ficou louco de raiva e já pensou que era um doido querendo se suicidar. Mas foi tudo bem e quando ele desceu foi cumprimentado como herói pelo público. A mesma façanha o seu Sebastião repetiu quando estavam instalando o telhado da igreja matriz. Ele me contou que lá também ficou em pé na última viga, e andando para lá e para cá cumprimentou o público abanando o chapéu.
O mesmo vizinho que me contou a estória dos papagaios contou que no sítio do seu Sebastião tinha um touro que vivia dando "carrerão" nas pessoas. Um dia este touro correu atrás do seu Sebastião.... pra que?... se fosse outro teria corrido, mas o seu sebastião resolveu pegá-lo "a unha". Seu Sebastião agarrou-o pelos chifres e foi arrastado por muitos metros. Lutou... lutou.. até que o derrubou por um barranco ao lado do rio. E assim forma parar lá no riacho o seu Sebastião e o touro bravo. Diz a lenda que daquele dia em diante o touro só "bufava" e cavucava a terra com as patas quando ele passava, mas nunca mais deu "carreirão". O touro marcou bem a fisionomia do seu Sebastião. Depois ficaram bons amigos.
Um dia o Sr. Nahin Adas, de saudosa memória, sem querer deixou cair os documentos em uma fossa em uso e contratou o seu Sebastião para o resgate. Chegando lá ele já foi descendo para o fundo da fossa sem usar cordas ou escadas. Ele era tão forte que conseguia descer pelo barranco usando as mãos e pernas. Desceu e subiu em poucos minutos trazendo de lá os documentos. Um pouco sujos mas trouxe. O Sr. Nahin quase desmaiou com medo que ele se afogasse. Ele não tinha nojo de nada. Uma pessoa o contratou para desentupir um esgoto. Chegando ao local foi logo enfiando a mão no tubo e tirando de lá sujeira de banheiro. O dono do serviço correu e lhe deu uma luva. Ele recusou e disse: - "eu não tenho nojo de nada... isso aqui (olhando para o cocô) é a nossa natureza... um dia todos vamos virar comida pra verme."
O mesmo vizinho que me contou a estória dos papagaios contou que no sítio do seu Sebastião tinha um touro que vivia dando "carrerão" nas pessoas. Um dia este touro correu atrás do seu Sebastião.... pra que?... se fosse outro teria corrido, mas o seu sebastião resolveu pegá-lo "a unha". Seu Sebastião agarrou-o pelos chifres e foi arrastado por muitos metros. Lutou... lutou.. até que o derrubou por um barranco ao lado do rio. E assim forma parar lá no riacho o seu Sebastião e o touro bravo. Diz a lenda que daquele dia em diante o touro só "bufava" e cavucava a terra com as patas quando ele passava, mas nunca mais deu "carreirão". O touro marcou bem a fisionomia do seu Sebastião. Depois ficaram bons amigos.
Um dia o Sr. Nahin Adas, de saudosa memória, sem querer deixou cair os documentos em uma fossa em uso e contratou o seu Sebastião para o resgate. Chegando lá ele já foi descendo para o fundo da fossa sem usar cordas ou escadas. Ele era tão forte que conseguia descer pelo barranco usando as mãos e pernas. Desceu e subiu em poucos minutos trazendo de lá os documentos. Um pouco sujos mas trouxe. O Sr. Nahin quase desmaiou com medo que ele se afogasse. Ele não tinha nojo de nada. Uma pessoa o contratou para desentupir um esgoto. Chegando ao local foi logo enfiando a mão no tubo e tirando de lá sujeira de banheiro. O dono do serviço correu e lhe deu uma luva. Ele recusou e disse: - "eu não tenho nojo de nada... isso aqui (olhando para o cocô) é a nossa natureza... um dia todos vamos virar comida pra verme."
O Sr. Sebastião criava abelhas. Um dos seus vizinhos ( aqui próximo a saída para a represa do Ingá) reclamou contra ele na prefeitura e assim o fiscal passou lá para notificá-lo. Quando o fiscal chegou se apresentou como fiscal municipal. O seu Sebastião falou assim: - "Ah é... o senhor é fiscar municipar?... pois eu sou fiscar federar... Ponha-se daqui para fora porque as minhas abelhinhas não fazem mal pra ninguém"... E o vizinho ainda teve que ouvir umas boas.
Um dia estávamos conversando na varanda da minha casa e apareceu uma aranha de porte grande. Peguei o chinelo para matá-la mas seu Sebastião me impediu. Foi até a aranha, pegou-a com a mão e levando para perto do seu rosto começou a conversar com ela: - "Olha o Farina é meu amigo e tem medo de você então eu te peço que vai embora e não faça mal pra ele." Depois soltou a aranha na grama do jardim e ela se foi.
O seu Sebastião demandou na justiça contra um parente. Problemas com partilha de herança. Quando saiu a sentença favorável a ele, comprou uma caixa de foguetes, e andando de bicicleta em volta do Fórum, soltou um por um sem falar para ninguém os motivos de tal ato. Todos pensavam que se tratava de um maluco.
JOSÉ CARLOS FARINA
Um dia estávamos conversando na varanda da minha casa e apareceu uma aranha de porte grande. Peguei o chinelo para matá-la mas seu Sebastião me impediu. Foi até a aranha, pegou-a com a mão e levando para perto do seu rosto começou a conversar com ela: - "Olha o Farina é meu amigo e tem medo de você então eu te peço que vai embora e não faça mal pra ele." Depois soltou a aranha na grama do jardim e ela se foi.
O seu Sebastião demandou na justiça contra um parente. Problemas com partilha de herança. Quando saiu a sentença favorável a ele, comprou uma caixa de foguetes, e andando de bicicleta em volta do Fórum, soltou um por um sem falar para ninguém os motivos de tal ato. Todos pensavam que se tratava de um maluco.
JOSÉ CARLOS FARINA
RELATO DE PIONEIRO - AGRADECIMENTO
quinta-feira, 19 de abril de 2012
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